Genocídio
- Brubs Alves

- 20 de mai. de 2020
- 1 min de leitura
Atualizado: 22 de jun. de 2021
A insonia rasga minhas entranhas
No meio da madrugada, pensamentos
Irmãos pretos sendo exterminados
Nessa falsa democracia racial
Vivendo de migalhas, pedaços de pães.
Varrendo da terra a pele escura
Desmascarando a falsa abolição
Um dia foi plantado chamado maldição.
No peito explode a revolta
Na mente ,dor, choro pertubações.
Num passado muito distante
Catequizaram meus irmãos.
O genocídio esta presente
Só não ver quem não quer
Admitindo que preto morre
Mas não é pacificadora que mata.
Morre porque é bandido mané
Diz que ela vem das favelas
Dos morros, praticamente
Nos chamam de bobos,
Parados não estamos
Lutaremos pra tirar meus irmãos
De estar debaixo das lonas pretas
Esse extermínio tem acabar.
Povo preto tem voz
Tem nome e sobrenome
Cláudias, amarildos
Zumbi e Dandara
São tantos os nomes
Escritos no prontuário
Até a conta já perdi
Preto pobre e sem mome.
Bebeth Cris




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