Quaresma
- Brubs Alves

- 28 de fev. de 2021
- 1 min de leitura
Atualizado: 1 de mar. de 2021
E lá se foi o último cigarro do maço
E aqui jaz minha primeira reflexão do dia
Meço que minhas linhas sejam meu reflexo
Sem Jazz no fundo, a melodia é o silêncio do meu cansaço
Sem precisar de nexo ou força no braço
A chuva fazendo poças me mostrou a poesia
E todo dia ponho em versos o meu inocente mais perverso
A última coca do deserto pode ser o primeiro copo d'água no trabalho
Que resfria a cabeça quente desarma o pente
Agita como chocalho e me põe no trilho
Se o viaduto tá caindo faça viga
Um só caminho, Marechal dizia
Se está ruim conserta, liga o alerta
E segue em prol do objetivo
Trago comigo temperatura alta do stress
A gota fria que cai e desaquece
A caneta que escreve e registra
Tudo que uma tragada magistral
Sem isso não faz sentido acorda cedo
Fingir para si que não tem medo
Meu Diário de bordo é raiz
O era uma vez um final feliz
Se bem que feliz não é o importante
Daqui a alguns anos prédio de Burguês não vai ter meu busto
Lá na chegada do viaduto tem só um termino justo
É duro, mas é a historia escrita desde o meu berço
Por isso que tive que ministrar outra vida oscilante
Para deixar de ter conflito rezei
E tive que comprar um Mister para se tonar constante.
Quaresma é o tempo de morrer nossos medos e ressuscitar os nosso sonhos .
(Esse texto contém direito autoral copia é crime )
Ator Desconhecido.



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